Bien como pensador en el umbral entre la Modernidad y la Posmodernidad, bien como anunciador de un programa cultural crítico con el despliegue histórico de la moral cristiana, Nietzsche ha sido un protagonista destacado de la autoconciencia ilustrada desde finales del siglo XIX hasta nuestros días. Desde los debates de la sociología alemana sobre el proceso de desencantamiento del mundo moderno (F. Tönnies, G. Simmel, Th. Mann, M. Weber o E. Troeltsch) hasta las lecturas impolíticas más recientes (R. Esposito, M. Cacciari, entre otros), la profunda reflexión nietzscheana sobre los procesos de construcción de subjetividad en clave de voluntad de poder, así como su trabajo como médico de la cultura, han hecho de Nietzsche un interlocutor decisivo para nuestras preocupaciones sobre los límites de lo comunitario y los nuevos retos de la individualización. Estos retos afectan tanto a las cuestiones de género como a las políticas identitarias y de la diferencia, así como a la disolución de las identidades tradicionales en las sociedades contemporáneas.

En el marco de la actual pérdida de valores comunitarios, los regresos reaccionarios de cierta idea de Kultur o los procesos de erosión o nihilización tanto sociales como individuales, se convierten en retos que exigen repensar las nuevas relaciones individuo-comunidad. Cuestiones como la crisis climática, el repunte de los nacionalismos como forma de reivindicación identitaria, los grandes movimientos migratorios, o las luchas de intereses particulares entre los diferentes colectivos discriminados y subalternizados, no encuentran una solución fácil dentro de las antiguas perspectivas filosóficas o sociopolíticas, por lo que es necesario explorar nuevos planteamientos desde un punto de vista global e interdisciplinar.

Dadas estas premisas, entendemos necesario regresar una vez más, sin dogmatismos apriorísticos, a las reflexiones realizadas por Nietzsche en torno a los límites de la comunidad en el marco de un Congreso Internacional. Un encuentro que sirva para pensar en los urgentes desafíos teóricos y políticos que plantean la comunidad, la modernidad y las nuevas subjetividades.


Quer como pensador no limiar entre a modernidade e a pós-modernidade, quer como anunciador de um programa cultural crítico com a exibição histórica da moralidade cristã, Nietzsche foi um protagonista proeminente da autoconsciência ilustrada desde o final do século XIX até os dias de hoje. Desde os debates da sociologia alemã sobre o processo de desencantamento do mundo moderno (F. Tönnies, G. Simmel, Th. Mann, M. Weber ou E. Troeltsch) até as leituras impolíticas mais recentes (R. Esposito, M. Cacciari, entre outros), a profunda reflexão de Nietzsche sobre os processos de construção da subjetividade em termos de vontade de poder, assim como sua atuação como médico da cultura, fizeram de Nietzsche um interlocutor decisivo para nossas preocupações sobre os limites do comunitário e os novos desafios da individualização. Esses desafios afetam as questões de gênero, as políticas identitárias e da diferença, bem como a dissolução das identidades tradicionais nas sociedades contemporâneas.

No quadro da atual perda de valores comunitários, os retornos reacionários de uma certa ideia de Kultur ou os processos de erosão ou niilização, tanto social quanto individual, tornam-se desafios que exigem repensar as novas relações indivíduo-comunidade. Questões como a crise climática, a ascensão dos nacionalismos como forma de reivindicação de identidade, os grandes movimentos migratórios ou as lutas de interesses particulares entre diferentes grupos discriminados e subalternizados, não encontram uma solução fácil dentro das velhas perspectivas filosóficas ou sociopolíticas, de modo que é necessário explorar novas abordagens desde um ponto de vista global e interdisciplinar.

Postas essas premissas, entendemos ser necessário voltar mais uma vez, sem dogmatismo apriorísticos, às reflexões feitas por Nietzsche sobre os limites da comunidade no âmbito de um Congresso Internacional. Um encontro que serve para pensar sobre os urgentes desafios teóricos e políticos colocados pela comunidade, pela modernidade e pelas novas subjetividades.

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